Num País em que o sistema
político está bloqueado e que por de trás de cada instituição de ensino
superior há interesse de autarquias e de comissões políticas distritais, a
muito custo e com muita coragem, se tem de fazer esta reestruturação.
Sabendo também que Portugal é dos
países com propinas mais altas por esta Europa fora, é aqui também que os
estabelecimentos de ensino superior estão a ser massacrados por falta de apoio
por redução de investimento por parte do Estado.
Então esta reorganização será uma
escolha certa?
- · Se não se desprezar o interior do País.
- · Se for para existir consórcios e fusões.
- · Se for para criar órgãos regionais de coordenação entre instituições.
- · Se for para criar um novo modelo de Financiamento (não com base apenas no número de alunos mas também olhar para os cursos com maior saída profissional).
- · Se for para ganhar escala e força.
- · Se for na perspectiva de servir melhor a qualidade do serviço que oferece ao País (Investigação, Credibilidade Nacional e Internacional, melhor ensino).
- · Se for também para adequar a oferta formativa às necessidades do País apostas nas áreas (Ciência, Engenharias, Tecnologias, Matemática e Informáticas), e na redução/fecho de cursos com reduzida ou quase nula saída profissional.
- · Se for também para uma maior optimização dos recursos disponíveis (Imateriais e Materiais).
- Se tudo Isto for para ser feito, CONCORDO!
Mas mais coisas há a dizer sobre
este assunto.
Há também um projecto de vir a
existir cursos de apenas 2 anos, ou seja, 120 ECT’s, Politécnicos, estes cursos
são para base regional ou inter-regional, e interacção obrigatória com as
empresas, preparando assim os alunos num âmbito mais técnicos e direccionada
para cada região.
Até aqui na generalidade tem sido
apenas assuntos positivos, mas o que acho inconcebível é:
Existirem instituições de ensino
superior próximas umas das outras com cursos repetidos e que não enchem as
vagas, quando o País não tem dinheiro para isso.
O que me deixa incrédulo é a
questão deste assunto não ser novo e de nada ter sido feito até agora.
Temos de ter presente que no ensino
superior não é a quantidade que importa mas sim a qualidade. Cito aqui uma
expressão “A qualidade do ensino superior tem de melhorar”…”A qualidade das
instituições não é generalizada nem suficiente para competir a nível
Internacional”…”fica muito aquém das expectativas”.
Existe ainda outra citação que
não posso deixar de referir, que é um pouco mais agressiva mas é inteiramente
verdade “Os estabelecimentos designados de interior do país salvo raríssimas e
honrosas excepções não cumprem a função de desenvolvimento, mas estão muito
aquém do que é exigível".
Esta reorganização, se for
bem-feita pensada e posta em prática, tanto pode “dar bons frutos” como também
pode ser um bom exemplo para a reorganização administrativa pública.
Há também outro argumento que não
posso deixar de parte:
Se em Portugal o poder político
está mais disposto a dar mais dinheiro aos bancos do que às Universidades e
Politécnicos, como pode este sistema de ensino competir com os melhores da
Europa?
(sim muitos de vocês me podem dizer
que Portugal injectou dinheiro na banca para tentar salvar a economia, sim
talvez tenha sido verdade, mas o sector de ensino não pode pensar a curto prazo
pois ao estar a formar pessoas qualificadas, daqui a 20 anos o País, na sua
génese, estará diferente, será menos iletrado, será mais dinâmico entre tantas
outras coisas).
Não esquecendo que o sistema de
ensino superior é deveras importante para o desenvolvimento global país.
Escrito por: Filipe Marques
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