15 de dezembro de 2013

Reorganização do Ensino Superior em Portugal

Num País em que o sistema político está bloqueado e que por de trás de cada instituição de ensino superior há interesse de autarquias e de comissões políticas distritais, a muito custo e com muita coragem, se tem de fazer esta reestruturação.
Sabendo também que Portugal é dos países com propinas mais altas por esta Europa fora, é aqui também que os estabelecimentos de ensino superior estão a ser massacrados por falta de apoio por redução de investimento por parte do Estado.
Então esta reorganização será uma escolha certa?
  • ·         Se não se desprezar o interior do País.
  • ·         Se for para existir consórcios e fusões.
  • ·         Se for para criar órgãos regionais de coordenação entre instituições.
  • ·         Se for para criar um novo modelo de Financiamento (não com base apenas no número de alunos mas também olhar para os cursos com maior saída profissional).
  • ·         Se for para ganhar escala e força.
  • ·         Se for na perspectiva de servir melhor a qualidade do serviço que oferece ao País (Investigação, Credibilidade Nacional e Internacional, melhor ensino).
  • ·         Se for também para adequar a oferta formativa às necessidades do País apostas nas áreas (Ciência, Engenharias, Tecnologias, Matemática e Informáticas), e na redução/fecho de cursos com reduzida ou quase nula saída profissional.
  • ·         Se for também para uma maior optimização dos recursos disponíveis (Imateriais e Materiais).
  • Se tudo Isto for para ser feito, CONCORDO!

Mas mais coisas há a dizer sobre este assunto.
Há também um projecto de vir a existir cursos de apenas 2 anos, ou seja, 120 ECT’s, Politécnicos, estes cursos são para base regional ou inter-regional, e interacção obrigatória com as empresas, preparando assim os alunos num âmbito mais técnicos e direccionada para cada região.
Até aqui na generalidade tem sido apenas assuntos positivos, mas o que acho inconcebível é:
Existirem instituições de ensino superior próximas umas das outras com cursos repetidos e que não enchem as vagas, quando o País não tem dinheiro para isso.
O que me deixa incrédulo é a questão deste assunto não ser novo e de nada ter sido feito até agora.
Temos de ter presente que no ensino superior não é a quantidade que importa mas sim a qualidade. Cito aqui uma expressão “A qualidade do ensino superior tem de melhorar”…”A qualidade das instituições não é generalizada nem suficiente para competir a nível Internacional”…”fica muito aquém das expectativas”.
Existe ainda outra citação que não posso deixar de referir, que é um pouco mais agressiva mas é inteiramente verdade “Os estabelecimentos designados de interior do país salvo raríssimas e honrosas excepções não cumprem a função de desenvolvimento, mas estão muito aquém do que é exigível".
Esta reorganização, se for bem-feita pensada e posta em prática, tanto pode “dar bons frutos” como também pode ser um bom exemplo para a reorganização administrativa pública.
Há também outro argumento que não posso deixar de parte:
Se em Portugal o poder político está mais disposto a dar mais dinheiro aos bancos do que às Universidades e Politécnicos, como pode este sistema de ensino competir com os melhores da Europa?
(sim muitos de vocês me podem dizer que Portugal injectou dinheiro na banca para tentar salvar a economia, sim talvez tenha sido verdade, mas o sector de ensino não pode pensar a curto prazo pois ao estar a formar pessoas qualificadas, daqui a 20 anos o País, na sua génese, estará diferente, será menos iletrado, será mais dinâmico entre tantas outras coisas).
Não esquecendo que o sistema de ensino superior é deveras importante para o desenvolvimento global país.


Escrito por: Filipe Marques


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