4 de dezembro de 2013

Assim é mais fácil

Se isto ainda for viver, vivemos nós neste pequeno país à beira-mar plantado, governados por gente que não parece ser de cá, e que aos poucos e poucos (ou muitos e muitos) lá decide tirar-nos o que temos e o que podemos dar aos que temos. Em 2011 criou-se uma crise política, que se encarregou de se juntar à grande crise que já tínhamos, e que arremessou Portugal para os países europeus que estão na europa a mais, e que vivem à custa dos que a formaram. Essa europa tão grande quando criada, e tão pequena no agora, que nos mentiu, que mentiu aos países que apaixonadamente pediram para lhe fazer parte, acreditando nas garantias de solidariedade e de união que, como princípios orientadores, oficializavam a criação da maior comunidade económica e política do mundo.
Fomos enganados, por eles, e por nós próprios. Sempre fomos incapazes de aprender com os erros do passado. Sempre nos culpamos uns aos outros por esses mesmos erros. Sempre teimamos pensar em vitórias partidárias, em maiorias absolutas, em militantes dos partidos. Sempre defendemos a democracia, a distribuição de poderes, mas passamos a vida a lutar por um poder que nos deixe governar como quisermos. Assim, é mais fácil. Mas assim, não vamos lá.
Temos de mudar muita coisa. Desde as regalias para muitos às misérias para muitos mais. Desde as mentalidades corruptas e erradas às faltas de mentalidade e de preocupação. Desde os poderes ilegítimos à inexistência de qualquer poder. Temos de nos tornar mais iguais, para nos podermos perceber melhor.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.