17 de dezembro de 2013

Porquê a Ucrânia?

Nos últimos tempos temos assistido a uma guerra de poderes entre a União Europeia (com o apoio dos E.U.A.) e a Rússia por um estado do este europeu, a Ucrânia. Sendo um território que outrora pertenceu ao império Russo, e mais tarde uma das repúblicas constituintes da URSS, não é de espantar o interesse do país por este estado.

A Ucrânia, actualmente mergulhada numa crise económica, cujo PIB deverá diminuir cerca de 0,5%, é um país com uma população de 45 milhões de habitantes. A sua população faz do país um mercado muito atraente para os produtos europeus, e a oferta interna seria reduzida, já que segundo alguns especialistas, seja qual for o bloco que consiga tornar a Ucrânia um dos seus membros, a economia ucraniana deverá sofrer um forte abalo, devido á concorrência de produtos mais baratos do que os fabricados no país. Não é à toa que a Senhora Merkel teve encontros com o presidente ucraniano, ela sabe melhor que ninguém o que o país representa para o crescimento da economia alemã. A expansão do mercado único não é, no entanto, a única razão para o interesse Europeu. A Ucrânia tem uma posição privilegiada na europa de leste, e com acesso e controlo de uma parte significativa do mar Negro, não esquecendo os recursos naturais existentes no extenso território Ucraniano…

Para a Ucrânia a decisão não será fácil, pois aceitar acordos com a União Europeia significa perder o mais importante parceiro comercial do país, o principal exportador dos seus produtos e perder o gás a preços muito reduzidos, que é vital para a população e para a economia. Entrar num acordo aduaneiro com a Rússia significa perder a hipótese de entrar na União Europeia e assegurar todos os benefícios (e também malefícios) que daí advém. Recentemente a Rússia ofereceu um empréstimo a juros muito baixos de cerca de 15 mil milhões de dólares, e um novo desconto no preço do gás natural.


O povo ucraniano aparenta estar do lado da União Europeia. Será a ideia de que na União Europeia a vida fácil que os atrai? A nós, europeus de primeira, não nos parece que seja uma vida tão fácil assim…

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